segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Súplica

A cada lado que olho, um emaranhado de dúvidas  me atingem.  A cada passo que eu tento dar, sou puxada para trás por milhões de inseguranças. Procuro alguma certeza, mas todas elas já foram derrubadas por meus pensamentos confusos, que se fortalecem cada dia mais.  Minha prece é para que eu ache um colo, um abraço que me proteja como uma bolha de toda esta confusão, nem que seja só por alguns minutos.  Mas nada acho a não ser essas malditas suposições que me assombram a todo instante.

Estou no vazio da minha mente, sozinha e sem forças, a procura de uma mão que me guie para algum lugar. Mas nada vejo, nada tenho, meus olhos já não sabem para onde olhar. Onde mais eu posso procurar?
Quero sair daqui. Não vejo a hora de ver alguém vindo em minha direção e me levando tirando desta areia movediça de pensamentos e agonias que me afunda mais a cada segundo.

Pena que você não vem....

segunda-feira, 18 de junho de 2012

arrumar-me-ei


Sabe quando sua mãe abre a porta do seu quarto, manda você arrumá-lo imediatamente em um tom ameaçador, e para fechar com chave de ouro ainda deixa a porta aberta?! Então, minha consciência anda fazendo isto utimamente.

E como todo bom filho, minha reação é pensar: "que saco!", "que preguiça!", "nem está tão bagunçado assim, vai!", "amanhã eu arrumo!" e coisas do gênero, que todos nós sabemos muito bem.

Porém, sempre chega aquele dia em que por alguma razão, boa vontade, ou pura e espontânea pressão, resolvemos averiguar tal bagunça. Abri o armário, o milagroso armário que sempre tem mais um espacinho para a bagunça do meio do quarto ou para as roupas jogadas na cadeira, e para minha surpresa, havia tanta coisa amontoada ali que realmente não cabia mais nada. E ai percebi que toda a bagunça que um dia eu achei que tinha arrumado, na verdade eu só a tinha escondido.

Agora, lá vou eu ver o que tem naquela montanha de coisas. Jogo tudo em cima da cama, reviro, viro, jogo pra lá, jogo pra cá, não sei onde colocar algumas coisas, e bagunçando a bagunça, chego a conclusão de que eu realmente precido me arrumar.

quarta-feira, 7 de março de 2012

vem?

vazio. um imenso vazio gritando desesperadamente para ser preenchido. mas preenchido com o que? não sei ao certo o que eu quero, muito menos o que eu preciso.

acho que existem coisas que sempre servirão nessas situações, como um abraço, um beijo, uma risada, uma mão amiga, um ombro que te console, um amigo, um melhor amigo, uma paixão, um amor.

talvez o que eu precise mesmo é de tudo junto, algo que me proporcione todas as sensações que estes gestos nos dão. algo como uma pessoa. uma pessoa como você.

não sei se você dará conta de preencher este vazio tão grande, já que seria uma árdua tarefa, a qual não é qualquer um que tem a capacidade de fazê-la, porém, podemos tentar, que tal?


segunda-feira, 5 de março de 2012

permita-se

era um aperto no peito, dor jamais sentida por ele antes. dor desconhecida, dor insuportável. sufoco. sentia-se sufocado de tal maneira que não sabia se um dia voltaria a respirar da forma habitual e rotineira. desesperado, não podia mais aguentar, era chegada a hora de falar. mas ele não queria, resistiu tanto tempo, tantas oportunidades, achou realmente que suportaria guardar aquilo consigo, somente consigo. mas de uns dias pra cá, ele sentia que aquilo estava tomando uma forma dentro dele mesmo, com proporção tão grande e forte, que soube que não conseguiria lutar por muito tempo. assim, submeteu-se a tal força, não podendo mais segurá-la dentro de si, deixou-a livre.

embora ele não acreditasse que estava fazendo aquilo, parou em frente a ela, olhou-a no fundo dos olhos, beijou-a com uma ternura jamais expressa antes, parou de pensar em que aquilo poderia resultar e soltou o que estava guardado lá no fundo, preso por um emaranhado de medos e inseguranças, e segurou sua mão, como se nada mais o fizesse soltar-se dela.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

eu fujo, tu foges, ele foge

alguém aqui já parou pra pensar o por que temos tantos medos ? medos esses que nos levam a fugas longas, cansativas e muitas vezes intermináveis. medos que nos impulsionam a correr cada vez mais rápido. porém, uma hora nosso fôlego começa a cessar e o tal motivo do medo nos alcança, cara a cara. e ai ?

essa é a hora em que você é obrigado a pensar sobre o motivo dos seus quilômetros percorridos, da sua respiração ofegante, e de todo o cansaço consequente dessa corrida. e então, ou você acertará as contas, ou você recuperará o fôlego para mais uma largada.

não se preocupe se você ainda não estiver forte o bastante para encarar a luta, porque para que essa briga ocorra, precisamos primeiro de coragem, coragem para que lutemos contra nós mesmos. entretanto, não adie muito, pois não vivemos para sempre.

é essencial encontrarmos essa força um dia, ou ficaremos dando voltas em círculos, fugindo de algo que nunca parará de nos seguir se não enfrentarmos tal.

então, fuja, mas lembre-se que se você fugir todo o tempo, passará a vida se escondendo e nunca alcançará seus objetivos.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

tem alguém aí ?

olá ? aonde estou ? olho ao meu redor e não acho ninguém; para onde todos foram ? tudo está vazio, em branco. minhas palavras ecoam nesse cenário inabitável. e eu tento voltar para o caminho em que eu estava, mas não vejo mais nenhum vestígio dele. por favor, alguém pode me mostrar a saída ou abrir a porta ? quero sair...

tento me manter forte, resistir e alcançar a chegada desta maratona, porém, o caminho é longo, e a cada minuto surgem novos e mais difíceis obstáculos, que estão me deixando cada vez mais exausta.
 embora não me importe se vou chegar em primeiro, segundo ou terceiro lugar, ou em quanto tempo chegarei, me importo em ter alguém me esperando após a linha de chegada.

e por isso, mesmo tropeçando e ofegante, eu continuo. continuo para ver se alguém me esperará de braços abertos, pronto para me segurar e dizer: "você voltou".